Please reload

Tags
Destaque

Mapa Mental: John Locke

November 19, 2019

1/10
Please reload

Questões Discursivas : Revolução Industrial

Arquivo com todas as questões sobre Revolução Industrial, clique aqui para baixar (368 questões).

 

 

Gabarito ao final 

01 - (PUC RJ/2002)     

“A Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos. Durante um breve período ela coincidiu com a História de um único país, a Grã-Bretanha. Assim, toda uma economia mundial foi edificada com base na Grã-Bretanha, ou antes, em torno desse país. [...] Houve um momento na história do mundo em que a Grã-Bretanha podia ser descrita como sua única oficina mecânica, seu único importador e exportador em grande escala, seu único transportador, seu único país imperialista e quase que seu único investidor estrangeiro; e, por esse motivo, sua única potência naval e o único país que possuía uma verdadeira política mundial. Grande parte desse monopólio devia-se simplesmente à solidão do pioneiro, soberano de tudo quanto se ocupa por causa da ausência de outros ocupantes.”

 

E. J. Hobsbawm. Da revolução industrial inglesa ao imperialismo.

Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1983, p.9.

 

Ao falar da “solidão do pioneiro”, o autor refere-se ao pioneirismo da Grã-Bretanha na Revolução  Industrial.

a)    Apresente DUAS razões que contribuíram para que a Grã-Bretanha tenha experimentado a “solidão do pioneiro” naquele processo.

b)    Identifique DUAS  mudanças ocorridas na sociedade inglesa no decorrer do século XIX que permitam exemplificar a afirmativa do autor de que “a Revolução Industrial assinala a mais radical transformação da vida humana já registrada em documentos”.

 

 

02 - (UFRJ/2004)     

A tabela abaixo mostra a evolução do movimento de cercamentos de terras (enclosures) em Leicestershire, Inglaterra, região muito afetada por esse processo.

 

a)    Identifique duas conseqüências dos enclosures para os camponeses ingleses.

b)    Relacione o período de maior incidência de enclosures em Leicestershire com as mudanças político-jurídicas pelas quais passava a Inglaterra.

 

 

03 - (UFG GO/2007)    

Tempos modernos, filme de 1936, cuja temática ultrapassa a tragédia da existência individual e coloca em cena o conflito entre o homem e o taylorismo.

BODY-GENDROT, Sophie. Uma vida privada francesa segundo o modelo americano. In:

DUBY, Georges; ARIÈS, Philippe. História da vida privada. V.3, p. 535. [Adaptado].

 

Considerando a imagem e o fragmento,

a)    indique duas características do taylorismo;

b)    explique o novo tipo de conflito sugerido no texto.

 

 

04 - (UFF RJ/2008)   

A partir de 1860/1870, o processo de desenvolvimento do capitalismo alterou substancialmente o seu modo de agir, determinando o fim da primeira etapa do capitalismo. Essas alterações desencadearam procedimentos, entre os quais, a consagração da política imperialista.

Tomando como referência as indicações da citação acima:

a)    indique duas mudanças que refletem essas alterações no processo de desenvolvimento do capitalismo europeu;

b)    analise o significado do capital bancário e da formação das sociedades anônimas no movimento de mudanças da economia capitalista.

 

 

05 - (UNESP SP/2008)   

Os territórios da América colonial, onde foram encontradas grandes jazidas de metais preciosos, pertenciam à Espanha e a Portugal.

Apesar dessas riquezas, Espanha e Portugal não se industrializaram no século XVIII, como a Inglaterra. Caracterize a relação entre exploração colonial, baixo desenvolvimento industrial dos países ibéricos e industrialização da Inglaterra.

 

 

06 - (UNIFESP SP/2008)   

Desde a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no último quartel do século XVIII, o capitalismo passou ao longo dos séculos XIX e XX por grandes transformações no seu funcionamento.

Indique

a)    uma dessas grandes transformações.

b)    os motivos que levaram a essa transformação ou ao seu esgotamento.

 

 

07 - (UNIFESP SP/2010)   

A paz não passa de um engodo, de uma quimera, de um sonho fugaz; a indústria tornou-se o suplício dos povos, depois que uma ilha de piratas [refere-se à Inglaterra] bloqueia as comunicações (...) e transforma suas fábricas e oficinas em viveiros de mendigos.

(Charles Fourier. Théorie des quatre mouvements (1808), in OEuvres complètes. Paris: Anthropos, vol. I, 1978, citado por Elias Thomé Saliba. As utopias românticas. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.)

 

O fragmento, escrito em 1808, mostra a visão de Charles Fourier acerca do nascimento das fábricas. Explique

 

a)    por que o autor chama as fábricas de “viveiros de mendigos”.

b)    o que leva o autor a afirmar que a Inglaterra “bloqueia as comunicações”.

 

 

08 - (UNICAMP SP/2014)   

Um motivo para a melhoria da dieta ao longo do século XIX era que chegavam cada vez mais alimentos do que chamamos de “periferia” da Europa, denominação vaga que engloba a Rússia e a Europa do Leste, como também das zonas de abastecimento do Novo e do Velho Mundo. Grande parte da Europa acabou por beneficiar-se dessas importações, mas os países mais necessitados desses produtos eram aqueles onde a industrialização e o desenvolvimento urbano ocorreram com maior ímpeto, ou seja, Grã-Bretanha, os Países Baixos e a Alemanha. Do Novo Mundo chegavam o açúcar, o café e o cacau, e da China, do Ceilão e da Índia chegavam o chá e o arroz.

(Adaptado de Norman J. G. Pounds, La Vida Cotidiana:
historia de la cultura material. Barcelona: Editorial Crítica, 1992, p. 507-509.)

 

a)     Explique a relação entre o processo de industrialização e importação de alimentos na Europa.

b)     Por que a dieta europeia melhorou ao longo do século XIX?

 

 

 

________________________________________________

 

GABARITO:

 

1) Gab:

a)    O candidato deverá apresentar duas dentre as razões a seguir: a acumulação de capital, entre os séculos XVI e XVIII, por parte da burguesia e da gentry, nas atividades agrícolas, comerciais e manufatureiras; a existência de uma massa de mão-de-obra disponível, barata e farta, advinda do cercamento dos campos, para ser utilizada nas primeiras fábricas; a  existência de mercados produtores de matérias-primas e de mercados consumidores para os produtos industrializados ingleses, decorrência de seu grande poderio naval e comercial que permitiu à Inglaterra formar um dos maiores impérios coloniais da época moderna; a abundância, em seu território, de jazidas de ferro e carvão, matérias-primas fundamentais para a construção das máquinas e para a produção de energia; a adoção, desde a Revolução Gloriosa, pelo Estado inglês, de uma política econômica que representava os interesses da burguesia.

b)    O candidato poderá identificar duas dentre as seguintes mudanças: a crescente urbanização, visto que a concentração das indústrias, a aglomeração de um grande número de trabalhadores  em um mesmo lugar e o aumento de atividades no setor terciário provocaram o surgimento e o extraordinário crescimento de cidades como Manchester, Liverpool, Bristol e principalmente Londres; o aumento demográfico, devido em parte às modificações nas técnicas agrícolas que possibilitaram o aumento da oferta de alimentos; o desenvolvimento da produção em massa, decorrência da introdução da máquina no processo produtivo, do rápido aprimoramento tecnológico e da maior divisão do trabalho; a adoção de políticas econômicas liberais e industriais que, fundamentadas nas concepções teóricas do “laissez-faire”, subordinavam a economia a leis naturais, condenando as práticas mercantilistas e as sobrevivências feudais, defendendo a propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, a livre-concorrência, a liberdade econômica para produzir, vender, investir, fazer circular as riquezas produzidas, comprar e fixar salário, a não-intervenção do Estado nas atividades econômicas e a afirmação de sua função apenas como mantenedor da ordem necessária ao funcionamento das leis do mercado; a configuração de dois grupos sociais básicos na sociedade: a burguesia – proprietária dos meios de produção - e o operariado – que vende sua força de trabalho em troca de um salário; as péssimas condições de trabalho e de vida existentes naquela época: a miséria dos bairros operários, a sujeira, a poluição, a falta de saneamento e de espaço, a exploração do trabalho de mulheres e crianças, as longas jornadas de trabalho, os baixos salários, o desemprego e a falta de uma legislação trabalhista; o início de movimentos de reação dos trabalhadores, como o Ludismo (destruição de máquinas, identificadas como as responsáveis pela sua situação de miséria) e o Cartismo (o envio ao Parlamento inglês da “Carta do Povo”, onde se exigia o sufrágio universal masculino, o voto secreto, a remuneração dos parlamentares, uma representação mais igualitária nas eleições, entre outros itens);  o início da organização do movimento operário com o surgimento das trade-unions (associações de trabalhadores, com objetivos inicialmente assistenciais, das quais se originariam os sindicatos); o surgimento de novas teorias sociais, como o Socialismo e o Anarquismo.

 

 

2) Gab:

a)    O candidato deverá identificar, entre outras, as seguintes conseqüências: perda de terras pelas camadas mais pobres do campesinato; migração dos lavradores expropriados para a cidade ou para áreas rurais não atingidas pelos cercamentos; transformação do camponês sem terras em jornaleiro ou assalariado; enriquecimento dos lavradores mais abastados, conhecidos como yeomanry, que arrendavam terras, principalmente entre 1450 e 1607.

b)    O candidato deverá identificar, segundo a tabela, que o período de maior incidência dos enclosures foi entre 1608 e 1729. Do mesmo modo, o candidato terá de relacionar tal período com as revoluções de 1640 e de 1688. Estas revoluções resultaram na redução da autoridade da monarquia, no declínio da antiga aristocracia e na formação de uma nova ordem política mais atenta aos interesses da chamada burguesia. Na revolução gloriosa (1688) temos a consolidação da monarquia constitucional (consagração da superioridade da lei sobre a vontade do soberano) e a declaração de direitos (entre eles o de liberdade individual e o da propriedade privada).

Poderá também afirmar que, entre 1608 e 1729, foram estabelecidas leis que defendiam a propriedade privada e retiravam dos camponeses seus direitos tradicionais sobre a terra: as leis de 1646 aboliram os direitos feudais, concedendo aos nobres direitos de propriedade individual sobre suas posses; as leis de 1660 e 1670 impediam aos camponeses tradicionais a confirmação de seu acesso às terras que usavam.

 

 

3) Gab:

Serão consideradas duas dentre essas características:

a)    Frederick Taylor (1856-1915) concebeu o que se denominaria o “taylorismo”, que se caracteriza por:

• aplicação de métodos científicos para obter uniformidade na produção e reduzir custos;

• planejamento das etapas de trabalho (metodologia para o trabalho), visando ao aumento da produção;

• treinamento de trabalhadores para produzir mais e com mais qualidade;

• especialização do trabalho (o trabalho deve ser realizado tendo em vista uma seqüência e um tempo pré-determinados para que não haja desperdício operacional);

• inserção de supervisão funcional e do planejamento de cargos e tarefas (todas as fases do trabalho devem ser acompanhadas, o que aumenta o controle sobre a atividade e o tempo de trabalho do operário);

• o fordismo (anos 20) é expressão prática da concepção taylorista.

b)    a presença das máquinas e a necessidade do trabalhador de acompanhar seu ritmo para que se alcance o maior índice de  produtividade provoca uma sujeição do homem à máquina, sujeição marcada pela repetição reflexa dos movimentos e pelo aparecimento de novas enfermidades ligadas ao espaço de trabalho. As seqüências do filme “Tempos Modernos” explicitam a crítica no que diz respeito à adequação corporal do trabalhador a esse novo mundo da produção, dominado pelas máquinas.

 

 

4) Gab:

a)    Os candidatos poderão indicar: monopolização e cartelização das unidades industriais, a transformação na formação do capital com a introdução do capital bancário originando o capital financeiro, a expansão de mercados, o investimento em ciência e tecnologia, a intervenção do Estado na economia como alocador de recursos e direcionador dos investimentos, a produção de taxas de proteção alfandegária, os investimentos em áreas não-europeias, a exportação de capitais e etc.

b)    A Europa viveu na primeira metade do século XIX, de forma paradoxal, o avanço e a crise do capitalismo. O desenvolvimento industrial colocou em pauta o problema da organização dos operários e as denúncias referentes às condições de trabalho, gerando um clima revolucionário que afetou a dinâmica do capitalismo. Ao lado disso, para aumentar lucros das empresas, os proprietários ampliaram os seus investimentos em máquinas, provocando o desemprego e com ele o aumento das tensões sociais. Diante dessa situação só restava realizar alterações que tivessem como base a manutenção dos lucros. O resultado foi a ampliação dos mercados e a redução do número de empresas através da política de monopólios e a modificação na composição do capital para sustentar o desenvolvimento que originou o capital financeiro com a inclusão dos bancos no circuito industrial, promovendo o avanço das comunicações e o aumento das unidades de produção, assim como a formação das sociedades anôminas.

 

5) Gab:

Como é sabido, os países ibéricos construíram vastos impérios coloniais em quase todos os continentes na época do Antigo Sistema Colonial da época mercantilista. Portugal destacou-se na exploração da costa africana, na conquista da Índia e da América. A Espanha, para além das posições na Ásia e África, controlou as regiões produtoras de metais preciosos na América.

Não obstante o pioneirismo ibérico e os vastos territórios sob seu controle, é igualmente sabido que, do ponto de vista econômico, quando comparados a outras potências européias na época, Portugal e Espanha tiveram um papel marginal e ficaram entre os estados menos dinâmicos e mais atrasados da Europa, enquanto a Inglaterra, por exemplo, com muito menos recursos, veio a se tornar a pioneira da Revolução Industrial e ficara conhecida como o “empório do mundo” inconteste entre meados do século XVIII e a primeira década do século XIX, quando outros estados se industrializam e instaura-se uma brutal concorrência entre potências industriais. Portugal e Espanha, por sua vez, permaneceram no atraso.

Até hoje, economistas e historiadores debatem sobre as razões desse descompasso sem existir uma unanimidade. O que se segue são alguns dos argumentos que se utilizam para procurar uma resposta a tal questão. Há uma vertente que destaca diferenças culturais entre países de cultura católica, como os países ibéricos, mais conservadores, e os de cultura protestante, que valorizariam a livre iniciativa, o individualismo e o empreendedorismo, características da empresa capitalista. Outra vertente destaca a rede de relações e hierarquias que se estabelecem a partir destas, especialmente no âmbito do comércio e navegação internacionais. Neste contexto, os países ibéricos teriam ficado com o ônus da organização e controle do sistema produtivo, enquanto os Países Baixos e, em seguida, a Inglaterra teriam se apropriado das etapas de logística, ou seja, o transporte, armazenamento, beneficiamento e distribuição dos produtos no mercado internacional, auferindo assim os melhores frutos da exploração colonial. Outra vertente ainda acentua a questão dos termos de intercâmbio entre bens manufaturados que eram produzidos na Inglaterra e matérias-primas produzidas nas colônias ibéricas.

Cada aumento geral da renda obtido não significa uma ampliação em igual proporção de produtos primários, especialmente alimentos; ou seja, haveria limites na demanda de produtos primários, enquanto se nota uma tendência de que um acréscimo da renda leve a um aumento cada vez maior do consumo de produtos manufaturados e de serviços em geral, de tal forma que na troca entre produtores de bens primários e produtores de bens manufaturados e serviços, há uma nítida vantagem para estes últimos. Assim, a Inglaterra, produtora de manufaturas, por intermédio de uma poderosa Marinha, teria auferido para si os melhores frutos da exploração colonial. Portugal e Espanha teriam ficado como intermediários entre as colônias e o dinamismo econômico britânico. Para além disso, a supremacia inglesa garantiu-hes a imposição de tratados de comércio com os países ibéricos, que eram nitidamente favoráveis à potência manufatureira, como, por exemplo, o caso do Tratado de Methuen com Portugal, em 1703. Enfim, os recursos das potências ibéricas eram canalizados para o controle e manutenção de suas colônias enquanto a Inglaterra tratava de transformar seus recursos em acumulação de capitais, modernização de instituições e de sistemas produtivos, que estão nas origens da Revolução Industrial.

 

 

6) Gab:

a)    Pode-se dizer que no início, enquanto a Inglaterra era a única potência industrial, pregava-se o livre-cambismo por oposição aos regimes protecionistas e de monopólio então vigentes em outras regiões. A Inglaterra necessitava de fontes de matérias-primas a baixo custo e mercados de consumo cada vez mais amplos para as suas manufaturas. Entretanto, a partir de meados do século XIX, a Revolução Industrial deixa de ser um fenômeno exclusivamente britânico, o que vem a provocar uma agudização da concorrência entre potências industriais por fontes de matérias-primas, mercados de consumo e áreas onde pudessem investir excedentes de capitais. Passa-se, dessa forma, do curto período liberal do capitalismo para o chamado capitalismo monopolista e o imperialismo, cujos desdobramentos, em última instância, estão na origem das guerras mundiais. Houve também importantes mudanças no plano tecnológico – na primeira fase, o uso da máquina a vapor e na segunda fase, o uso da energia elétrica e a invenção do motor a explosão, dando origem à disputa entre as potências pelas novas fontes de energia.

b)    Rigorosamente não existe consenso entre os especialistas sobre os motivos que levaram a tais transformações. Há uma vertente que dá ênfase às transformações no plano tecnológico, que teriam tido importância suficiente para induzir a mudanças em outros planos, e há a vertente que enfatiza o processo de expansão de mercados em escala mundial, que teria impulsionado as demais mudanças. Outras dão ênfase aos processos endógenos do próprio sistema capitalista, que possui uma dinâmica tal que engendra a concorrência, a inovação e novas formas de organização. Da mesma forma que não há consenso sobre os motivos das transformações do sistema capitalista, o mesmo se pode dizer em relação ao seu esgotamento. Aliás, há vertentes que consideram as crises pelas quais passou e passa o capitalismo não como um sinal de esgotamento, e sim de vitalidade. As crises seriam fenômenos de conjuntura, sem representar ou significar abalos estruturais. Entre as crises pelas quais passou o sistema, pode-se destacar a Grande Depressão de 1873, quando a Inglaterra deixa de ser a única potência industrial e tem de enfrentar uma acirrada disputa por mercados e fontes de matérias-primas em relação a outras potências industriais. Outra foi a Grande Depressão que se segue ao crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929, cuja solução foi o reforço do papel do Estado como um importante instrumento para debelar a crise.

No final do século XX, com o término da Guerra Fria, o colapso do socialismo e a aceleração do processo de globalização – com a ampliação de mercados e da concorrência em escala mundial –, ocorre o colapso do modelo de Estado de Bem-Estar Social, que aparecera como alternativa no interior do sistema capitalista às demandas por uma melhor distribuição de renda, bens e serviços.

Presentemente, face aos impactos da mundialização de mercados, o sistema passa por um processo de reordenação, cuja direção e sentido ainda estão em curso.

 

 

7) Gab:

a)    O termo usado por Charles Fourier (idealizador dos Falanstérios e ligado à tradição do socialismo utópico) faz referência às duras condições vividas pelos operários fabris na Inglaterra. As fábricas concentrando homens, mulheres e até crianças e submetendo-os a longas jornadas de trabalho e baixíssimos salários, aos olhos de Fourier assemelhavam-se a “viveiros de mendigos”.

b)    O fragmento foi escrito em 1808, período em que se deram as guerras napoleônicas e o Bloqueio Continental. Provavelmente, devido aos conflitos entre França e Inglaterra e seus desdobramentos, Fourier está afirmando que a Inglaterra “bloqueia as comunicações”.

 

 

8) Gab:

a)     A industrialização e urbanização crescentes na Europa do século XIX geraram demandas por alimentos produzidos em outras áreas. Com o deslocamento da mão de obra do campo para as áreas urbanas industriais, a população já não era produtora de seu próprio alimento, fazendo com que as economias periféricas passassem a ser fornecedoras de matérias-primas básicas para abastecer a população urbana industrial.

b)     O maior poder econômico da Europa industrial permitiu o acesso a novos produtos para alimentar a população. Os avanços tecnológicos da época permitiram o transporte e o armazenamento de novos alimentos vindos de áreas distantes, como África, América e Ásia. Tal processo melhorou a dieta da população europeia, por permitir a superação das condições precárias do início da industrialização.

 

 

Please reload

© 2015 por História em Foco. Orgulhosamente criado por Jonatas Alexandre

  • Grey YouTube Icon
  • Instagram - White Circle
  • Facebook B&W
  • Google+ B&W